A atriz americana Robin Wright sempre quis ficar atrás das câmaras, mas foi a sua experiência como realizadora de 10 capítulos da série da Netflix "House of Cards" que a ajudou a dirigir o seu primeiro filme.

"Que presente foi! Se não fosse por isso, nunca teria tido a confiança necessária para mudar de rumo e fazer uma longa-metragem", explicou Robin Wright no domingo (31) na estreia de "Land", no Festival de Sundance.

O filme conta a história de Edee, interpretada por Wright, que decide morar sozinha na natureza magnífica mas implacável do estado norte-americano do Wyoming após uma tragédia pessoal.

Numa cabana em ruínas, a quilómetros de qualquer sinal de civilização, sem telefone ou carro, Edee tenta aprender a sobreviver e caçar. A sua experiência torna-se perigosa antes da chegada de um caçador local (papel do nomeado aos óscares Demián Bichir).

"Por que este filme? Para nos lembrar que precisamos uns dos outros", disse Wright durante uma entrevista realizada por zoom devido à pandemia.

"Enfrentamos a adversidade e geralmente são a compaixão e bondade de outra pessoa que nos ajudam a superar os momentos difíceis... isso tem significado para cada um de nós hoje em dia", explicou.

Wright, que interpretava a sofisticada Claire Underwood em "House of Cards", viveu desafios sem precedentes na rodagem de "Land" durante 29 dias, numa região remota da província canadiana de Alberta.

"Tivemos um dia de verão e, de repente, chegou o inverno", contou.

"Então, tivemos que gravar entre 10 e 15 [cenas] por dia", recordou

Uma cena em que Edee enfrenta um urso não pôde ser gravada na montanha por medo de que o animal treinado encontrasse outros ursos selvagens da sua espécie, cuja presença era bastante comum nos 'sets', com um deles a aparecer frequentemente para comer hambúrgueres.

Outro dos desafios para Wright foi dirigir o seu primeiro filme e protagonizá-lo ao mesmo tempo.

"Você está à frente da câmara, com dois metros de neve, e não pode caminhar para ver o filme [no monitor] porque deixa pegadas", explicou.

O festival de Sundance, um dos mais importantes para o cinema independente nos Estados Unidos, decorre este ano de forma virtual e os seus 72 filmes estão a ser exibidos por streaming.

O evento co-fundado por Robert Redford termina esta quarta-feira (3).

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