O projeto “Holograma da Casa na Área Metropolitana do Porto”, apresentado hoje, é uma iniciativa de intervenção social que pretende estender a Casa da Música a cada um dos 17 Municípios da Área Metropolitana do Porto, através de uma programação muito variada e especialmente concebida para o feito.

A desenvolver durante dois anos, Holograma pretende alcançar o público em geral, possibilitando-lhe experiências musicais “com raiz pedagógica e educativa, mas, principalmente, ir ao encontro das pessoas que mais cuidados carecem”, assinala a AMP, em comunicado.

Com uma programação a cargo da Casa da Música, o projeto inclui propostas diferenciadas e edições distintas especialmente dedicada a cada município.

Remetendo para a presença virtual da Casa da Música em cada um dos 17 municípios, no âmbito do projeto Holograma serão realizadas um total de 34 intervenções, duas por município, ao longo de dois anos; 408 eventos, 68 concertos, 272 atividades Educativas e 68 apresentações públicas resultantes de projetos comunitários, envolvendo mais de 450 pessoas.

As intervenções municipais têm como objetivo a apresentação pública de uma programação desenhada em colaboração com os próprios municípios, concentrando-se em quatro dias consecutivos, de quinta a domingo.

A programação arranca no município de Paredes a 30 de setembro e termina, em junho de 2022, em Arouca.

O ponto alto da programação será o projeto comunitário, trabalhado no seio de comunidades carenciadas, com quem serão desenvolvidos projetos artísticos especialmente criados para ultrapassar debilidades e constrangimentos.

Em cada sessão do projeto “Holograma“, serão montados e disponibilizados dois espetáculos educativos vocacionados para os públicos e comunidades destinatárias. Todos os espetáculos serão produções originais da Casa da Música, especificamente escolhidos de acordo com os propósitos sociais em causa.

Serão realizados dois concertos que se afigurem apropriados para o público em geral e, em particular, para os destinatários do projeto.

Está ainda contemplada a deslocação de todas as comunidades à Casa, realizando uma visita guiada e assistindo a um concerto, que pode ser da Orquestra Sinfónica ou do Serviço Educativo.

Com um orçamento de cerca de 1,13 milhões de euros, Holograma é integralmente financiado pelo Fundo Social Europeu e pelo Orçamento do Estado, através do Programa Operacional Regional do Norte (NORTE 2020), Linha “Cultura para Todos”, gerido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

Resultado de uma parceria entre a Área Metropolitana do Porto, os 17 municípios que a compõem e a Fundação Casa da Música, o projeto tem como objetivos principais a aquisição e desenvolvimento de competências junto de grupos excluídos ou socialmente desfavorecidos; a promoção da igualdade de oportunidade na fruição cultural e o fomento do acesso de novos públicos à cultura.

Em simultâneo, o projeto quer contribuir para a eliminação de discriminações, assimetrias económicas, sociais, culturais e territoriais, através de práticas artísticas e culturais; e contribuir ativamente para o sentimento de pertença do indivíduo, na comunidade.

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