
Em declarações à Lusa, Piñeiro Nagy afirmou que «apenas uma gestão apropriada, com redução de custos fixos de estrutura, e, por outro lado, a negociação de novas parcerias e acordos de coprodução, permite manter as Semanas de Música do Estoril, com as suas diversas vertentes, desde o festival propriamente dito, aos cursos e ao Concurso de Interpretação do Estoril/Prémio El Corte Inglés».
Dos projetos suspensos, o responsável destacou «a participação portuguesa no MUSMA, um programa patrocinado pela Comissão Europeia e de que o Festival do Estoril é mentor, que une uma série de festivais congéneres internacionais na divulgação conjunta de obras de compositores contemporâneos».
«Apesar das estratégias adotadas neste ano de crise», Nagy Piñeiro advertiu que «esta não é uma solução sustentável nem poderá repetir-se em próximas edições"»
A 38ª edição do Festival de Música do Estoril, que começa esta semana, só se tornou possível «graças às parcerias com o Teatro Nacional de São Carlos, com a [Orquestra] Metropolitana, o Instituto Superior Técnico e o Teatro de Almada».
«Por outro lado, há também um novo apoio, da Associação Empresarial de Cascais, e é por tudo isto que se tornou possível conjugar os esforços para apresentar a programação» que se cumprirá em salas de Lisboa, Estoril e Cascais.
Até 28 de julho, o Festival soma 21 apresentações, com uma estreia absoluta e várias nacionais, incluindo ainda os 48ºs Cursos Internacionais de Música do Estoril e o 14º Concurso de Interpretação do Estoril/Prémio El Corte Inglés.
A primeira iniciativa do festival verifica-se no âmbito dos cursos internacionais. Trata-se de uma «masterclass» pelo clarinetista António Saiote, no dia 04 de julho, na Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril (EHTE).
No dia seguinte, em Lisboa, no largo de S. Carlos, realiza-se o concerto de antestreia do Festival Ao Largo, pela Orquestra Sinfónica regida por António Vassalo Lourenço, sendo solistas o pianista António Rosado e o violinista Daniel Auner. Neste concerto, entre outras peças, será tocada pela primeira vez em Portugal, «A noiva do Czar», de Rimsky-Korsakov.
Outra estreia nacional do Festival é a da transcrição para três guitarras e cordas da peça «Goyescas», de Enrique Granados.
A estreia absoluta do Festival reside nos Quartetos n.s 1, 2 e 3 de António Pinho Vargas, a realizar no dia 12 de julho, no Salão Nobre do Instituto Superior Técnico de Lisboa.
Estes quartetos resultam de uma encomenda do Instituto, no âmbito da celebração do centenário.
O Curso de Interpretação realiza-se de 13 a 16 de julho, na EHTE, sendo o júri presidido pela maestrina e professora de música Maria Teresa Macedo.
O concerto de encerramento do Festival realiza-se no dia 26 de julho, na igreja de Santo António dos Salesianos, no Estoril, pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, dirigida por Reinaldo Guerreiro, com o violinista Otto Pereira, como solista.
@SAPO com Lusa
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