Segundo dia do MEO Marés Vivas e casa cheia, de acordo com a organização. Apesar do sol envergonhado, os festivaleiros trocaram a praia pelo recinto e chegaram ao novo espaço, em Vila Nova de Gaia, a meio da tarde - mas o pensamento já estava no final da noite, no concerto dos Kodaline e no espetáculo de David Guetta.

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Antes dos cabeças de cartaz, às 20h00, Carolina Deslandes subiu ao palco MEO e trouxe consigo o seu mais recente disco, "Casa". Durante quase uma hora, a cantora, que se estreou no festival, embalou o público com os temas que tocam em loop nas rádios nacionais, como "A Vida Toda" e "Avião de Papel".

Do início ao fim, o público cantou com a artista e os casais mais apaixonados renovaram juras de amor à hora do pôr do sol. Foi um momento "fofinho", que se provou um bom aperitivo para o resto da noite.

Pouco depois, às 21h30, os portugueses The Black Mamba subiram ao palco. Pedro Tatanka (voz e guitarra), Ciro Cruz (baixo) e Miguel Casais (bateria) mostraram a sua força ao vivo e aqueceram o público quando o vento começou a convidar os festivaleiros a vestirem os seus casacos.

O regresso dos Kodaline

Kodaline, Kodaline, Kodaline. Os gritos dos fãs da banda começaram um pouco antes do arranque do concerto. Os irlandeses, que já conhecem os cantos à casa, foram recebidos com grande euforia e retribuíram todo o carinho do público.

Kodaline
Kodaline créditos: João Rocha

Com apenas um single novo na bagagem ("Worth It" foi lançado esta sexta-feira, dia 20 de julho; o disco chega em setembro), os Kodaline não inventaram muito e serviram o que os fãs estavam à espera: sucessos atrás de sucessos, sempre com doses elevadas de romantismo e felicidade.

"All I Want", "Ready", "One Day", "High Hopes", "Love Like This" e por aí fora. Todos os temas foram cantados em coro pelas milhares de pessoas que esgotaram o segundo dia do MEO Marés Vivas. Já habituada ao carinho do público português, a banda liderada por Steve Garrigan retribuiu com elogios atrás de elogios, reforçando a forte empatia com os fãs.

Apesar de não trazerem um alinhamento com grandes novidades, o público festejou como se fosse a primeira vez. E, mais uma vez, os Kodaline provaram porque é que são tão acarinhados pelos portugueses. No MEO Marés Vivas, o sentimento foi claramente recíproco.

Festa à grande (e à francesa) com David Guetta

A segunda noite do MEO Marés Vivas fechou com David Guetta - goste-se ou não (e para lá de todas as polémicas sobre o uso de pens), o DJ francês tem todos os truques na manga e sabe como fazer a festa. Durante mais de uma hora, a antiga Seca do Bacalhau, em Vila Nova de Gaia, foi uma grande discoteca a céu aberto.

"Titanium", foi a canção que deu as boas vindas. A partir daí houve um pouco de tudo. Dos sucessos de David Guetta, como "Memories", "Without You", "Hey Mama" ou "Play Hard", aos temas mais comerciais da atualidade, passando por hits mais antigos, como "Zombie", dos Cranberries ou "I Got Feeling", dos Black Eyed Peas, o DJ jogou todas as cartadas e mais algumas para animar os festivaleiros.

Música atrás de música, todas elas convidaram a dançar e a saltar - como diria Ivete Sangalo, David Guetta levantou poeira (neste caso, literalmente). O público abraçou a festa do DJ e, pela energia de muitos dos presentes, o espetáculo poderia durar até ao nascer do sol.

David Guetta
David Guetta créditos: João Rocha

O alinhamento certeiro, os jogos de luz, o fogo e o fumo, fizeram da atuação de David Guetta uma das mais aclamadas desta edição do festival. Foi uma aposta ganha. "Podes voltar, Guetta", atiravam alguns.

O MEO Marés Vivas termina este domingo, dia 22 de julho. Rita Ora e Joss Stone são as protagonistas da última noite.