Encenado por Jorge Andrade, fundador da companhia de teatro Mala Voadora, o espetáculo faz uma reconstituição livre das negociações das Nações Unidas e pretende refletir acerca das relações de poder entre países, direitos humanos e de como a arte é um veículo para colocar em perspetiva a história.

“Universal Declaration of Human Rights” é o título do espetáculo, que já foi apresentado no Luxemburgo (em junho), mas que na versão nacional terá ligeiras alterações, nomeadamente ao nível do elenco, que terá mais atores locais.

Jorge Andrade explica os questionamentos que estão por detrás da ideia do espetáculo: "Como pode a arte ir além da discussão histórica, que afeta os direitos humanos através das suas considerações geopolíticas? Como podemos ultrapassar os limites que o uso demagógico das palavras impõe aos direitos humanos?"

Em palco, a companhia de teatro Mala Voadora recria os diálogos entre os representantes dos países presentes nas reuniões fundadoras das Nações Unidas e da Declaração Universal dos Direitos Humanos, numa peça que resulta de uma investigação feita a partir dos documentos originais, para pensar sobre o que são e quem tem o direito de definir o que são os direitos humanos.

Para revisitar o período da pós-segunda guerra - momento em que decorreram as negociações -, os atores estarão dispostos numa assembleia que se encontra voltada para o público.

Num cenário com uma paisagem idílica discutem-se os vários temas que, na perspetiva dos países representados, contribuem para a igualdade de direitos. “Um debate que não contou com a presença de todos os países - apenas um pequeno grupo - e em que a língua foi também um instrumento de dominação cultural”.

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