“É bom estar de volta, e espero que o FalaDura possa continuar, porque traz propostas políticas, traz propostas sociais e reflete sobre a condição humana em todas as suas vertentes”, disse hoje à Lusa o programador do festival, Rui Spranger.

O organizador falava durante uma conferência de imprensa de apresentação desta iniciativa, que decorreu hoje, no Coliseu do Porto, espaço que acolhe um preâmbulo do festival, antes de rumar para Braga, onde se desenrola a programação principal.

Numa quarta edição que respeita “a história e os caminhos” de um festival que esteve parado durante 19 anos, dois dos quais num adiamento forçado pela pandemia de COVID-19, a Palestina é o país convidado, mas há “também um foco no feminino”.

“Dá-nos a condição da mulher na Palestina, a condição da mulher nos países árabes, e a condição da mulher no mundo. Pode-nos servir de reflexão a muitas coisas - a Palestina continua a ser um problema, um conflito já com décadas e que continua a precisar de uma solução”, considerou o responsável.

No Coliseu do Porto acontece, de 11 a 16 de junho, uma oficina de ‘spoken word’, coordenada por Ana Deus e Regina Guimarães, e há, no dia 16, programação a acontecer entre as 16h00 e as 1h00, com destaquei para chamaeleon, uma dupla de poesia e música eletrónica formada pela palestiniana Farah Chama e pelo produtor musical brasileiro LIEV, que estreiam o seu EP no festival.

Entre 17 e 19 de junho, o FalaDura decorre em Braga, onde voltam a atuar chamaeleon, mas também nomes como Levi The Poet ou Capicua.

A programação conta ainda com Ana Deus, Dan Smith, Asmaa Azaizeh, Listener e Buddy Wakefield, a exibição dos documentários “Anne Clark – I’ll walk out into tomorrow”, de Claus Withopf, e “Patti Smith – Dream of Life”, de Steven Sebring, bem como performances de poesia nas ruas e cafés das cidades que acolhem este evento.

Há também espaço para que “o público seja agente do festival”, em iniciativas como o “Poeta Invicto”, que acontece a 16 de junho no Coliseu do Porto, ou os “Open Mic” e “Megafone”, que acontecem durante todo o festival.

Cláudia Teixeira Leite, presidente do conselho de administração do Theatro Circo, em Braga, considera que “é fundamental dar novamente palco ao primeiro festival de ‘spoken word’ em Portugal”, que está “completamente alinhado com a programação e intervenção do Theatro Circo e, agora, também com o objetivo da candidatura de Braga a Capital Europeia da Cultura”.

Para a presidente do conselho de administração do Coliseu do Porto, Mónica Guerreiro, “é muito interessante pensar numa área extremamente rica em termos rica em termos daquilo que convoca em áreas disciplinares: ligação à literatura, à música, à dança, ao teatro”.

O FalaDura é produzido pelo Theatro Circo, em parceria com o Coliseu Porto Ageas.

Regressa de 11 a 19 de junho, depois de 19 anos de pausa, a Braga e ao Porto, “com intenção de continuar”, garantiu Rui Spranger.

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