A atriz e realizadora, 45 anos, foi uma das primeiras a denunciar abusos sexuais no mundo do cinema, o que contribuiu para o surgimento da campanha #MeToo. Em 2017, Argento declarou que o produtor americano Harvey Weinstein a tinha violado em 1997, quando ela tinha 21 anos.

Na entrevista ao jornal italiano, Asia denunciou uma agressão sexual por parte de Rob Cohen ocorrida em 2002. "É a primeira vez que falo sobre Rob Cohen. Ele abusou de mim, fez-me beber GHB, tinha uma garrafa", afirmou, referindo-se a uma droga usada por violadores. "Naquela altura, não sabia muito bem o que era. Acordei de manhã nua na sua cama", contou.

Segundo a atriz, a agressão ocorreu na época em que ela filmava o filme "XXX - Missão Radical", realizado por Cohen. Asia Argento confirmou à AFP o conteúdo da entrevista. Já um porta-voz do cineasta negou a acusação. "O senhor Cohen nega categoricamente a acusação completamente falsa de agressão sexual feita contra ele por Asia Argento", diz um comunicado enviado à AFP. "Tinham uma excelente relação de trabalho e Cohen considerava-a uma amiga, motivo pelo qual essa acusação, que data de 2002, é desconcertante, principalmente se considerado o que foi dito dela nos últimos anos."

Asia Argento foi acusada em 2018 de agressão sexual pelo ator americano Jimmy Bennett, por factos ocorridos num hotel da Califórnia quando ele tinha 17 anos. Inicialmente, a atriz negou a relação sexual, mas depois recuou, embora tenha desmentido a versão de Bennett.

A nova acusação feita pela atriz consta de um livro que será lançado no próximo dia 26 na Itália, "Anatomia di Un Cuore Selvaggio".

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