A data deste concerto coincide com o 68º aniversário da Revolta de Varsóvia, em 1 de agosto de 1944, contra os ocupantes alemães, uma das mais sangrentas páginas da história da Polónia.

Todos os anos, nesta data, os habitantes de Varsóvia fazem um minuto de silêncio, enquanto as sirenes da cidade tocam às 17:00 locais, a hora em que 30.000 resistentes embarcaram numa batalha desesperada, que fez 200.000 vítimas em 63 dias.

Uma petição a pedir o cancelamento do espetáculo da estrela americana foi lançada na Internet por um grupo de jovens católicos apelidados pelos próprios membros de "a cruzada dos jovens". Esta terça-feira, 17 de julho, cerca de 32.000 pessoas já tinham assinado.

"O 1 de agosto é um dia de lembrança na Polónia. Nós honramos aqueles que morreram na revolta e aqueles que sobreviveram. Não vamos permitir a profanação dos nossos símbolos abençoados", diz o texto da petição.

Os jovens católicos também denunciam as performances ao vivo da pop star, consideradas como "um ataque contra a fé católica (...) ofendendo Jesus Cristo com a queima de cruzes e usando uma coroa de espinhos".

Contactada pela AFP, Anna Pietrzak, porta-voz da LiveNation, empresa que produz o espetáculo de Madonna, recusou-se a comentar sobre o protesto e o número de ingressos vendidos.

O concerto realizar-se-á no novo Estádio Nacional de Varsóvia, que tem uma capacidade para 78.000 pessoas

O estádio está localizado na margem oriental do rio Vístula, onde as forças soviéticas esperaram dois meses até que os nazis liquidassem a resistência polaca durante a Revolta de Varsóvia em 1944.

Em França, o principal partido de extrema-direita (Frente Nacional), anunciou este domingo que iria apresentar uma queixa por injúria contra Madonna, após a projeção de um vídeo no decorrer do um espetáculo no Stade de France, no subúrbio de Paris.

No vídeo, a líder da Frente Nacional, Marine Le Pen, aparece com uma suástica na testa.

@SAPO com AFP