Portugal passou recentemente a estar incluído no guia ‘online’ da Rede Europeia de Jazz, que inclui informações sobre instituições, escolas, clubes, festivais, financiamentos dos vários países da Europa.

O trabalho de recolha desses dados ficou a cargo dos investigadores Carlos Levezinho e Pedro Cravinho e do músico Carlos Martins, diretor da Associação Sons da Lusofonia, que organiza a Festa do Jazz.

Na sequência desse trabalho, os três vão lançar um Jazz Panorama nacional, “que estará em português e inglês, com 30 perfis de músicos e de projetos, inovadores e que tenham um potencial de exportação”, contou Carlos Martins em declarações à Lusa.

“Estamos a fazer isso de maneira a que possamos ter um site dedicado às 30 instituições, personalidades, grupos, etc., em português e em inglês, que possa conter não só dados sobre o passado, presente e futuro de cada grupo, de cada entidade, mas também ‘links’ dos ‘sites’ e da música que eles fazem, de maneira a podermos aumentar a oferta de música portuguesa no estrangeiro, e na Europa em particular, uma vez que o nosso país é demasiado pequeno, em termos de dimensão, para albergar tanta criatividade junta que existe aqui”, referiu.

De acordo com Carlos Martins, o ‘site’ ficará disponível no final do primeiro trimestre ou início do segundo de 2024.

O diretor da Sons da Lusofonia lembra que “foi a Festa do Jazz que conseguiu fazer com que houvesse a primeira embaixada, com um pavilhão dedicado a Portugal, na Jazz Ahead, a maior feira mundial de Jazz dos últimos anos”.

Os espetáculos continuam a ser o grande destaque da Festa do Jazz, que nesta edição abre com a atuação do Erik Truffaz Quarteto, no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém.

“Com a ajuda do seu fiel companheiro, o baixista Marcello Giuliani, e de outros músicos, [o trompetista suíço] aborda as bandas sonoras de filmes que marcaram a sua infância. Juntos, revisitam o melhor dos compositores da época de ouro do cinema, apropriando-se dos temas de Michel Magne, Nino Rota, Philippe Sarde e Ennio Morricone, para redefinir os seus contornos e contar-nos outras histórias igualmente maravilhosas”, lê-se no comunicado da organização.

Além do cartaz musical “de altíssimo nível”, a Festa do Jazz apresenta uma peça de teatro: “Quem roubou o…Jazz!”, que terá apresentações no sábado e no domingo no picadeiro do antigo Museu dos Coches, partindo de uma ideia de Carlos Martins, com texto original de João Nunes, das Produções Fictícias.

No sábado, o Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém irá acolher atuações da pianista e compositora Clara Lacerda, do João Paulo Esteves da Silva Trio, do JAZZOPA - resultado de uma residência artística com direção de André Fernandes e que contou com Carlos Martins e o rapper Valete como mentores -, e com um Decateto que junta músicos das associações Porta-Jazz, do Porto, e Robalo, de Lisboa.

A mesma sala será palco, no domingo, de espetáculos dos Lokomotiv, do Eduardo Cardinho Sexteto, do trio NOUT (Delphine Joussein, Rafaëlle Rinaudo e Blanche Lafuente) e da Orquestra de Jazz de Matosinhos.

A programação, que se estende também ao CCBA – Casa do Comum do Bairro Alto – Centro Cultural, inclui ainda ‘jam sessions’, uma ‘masterclass’ com o saxofonista John O'Gallagher, o habitual Encontro Nacional de Escolas de Jazz e a entrega dos prémios RTP/Festa do Jazz.

Durante esta edição será também apresentado o seminário sobre inclusão social através da música improvisada, “We Insist!”, marcado para 26 e 27 de março de 2024 no Centro Cultural de Belém.

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