Numa mensagem de vídeo partilhada na rede social Instagram, Rui Moreira diz ser "profundamente mentira" que na origem do encerramento de mais de uma centena de lojas do Stop, onde centenas de músicos tinham estúdios, estejam interesses imobiliários ou a construção de um hotel.

"Nós não conhecemos nenhum projeto imobiliário para lá", assegura o autarca independente.

Rui Moreira acrescenta ainda que se os proprietários "pudessem e quisessem" vender o espaço, a autarquia "teria comprado o Stop ou iria comprar o Stop, tal como fez, aliás, relativamente ao Teatro Sá da Bandeira", através de direito de preferência.

"Aí sim, estava prevista a construção de um hotel e a cidade mobilizou-se para que a Câmara Municipal do Porto viesse a adquirir esse equipamento", referiu, rejeitando novamente a existência de interesses imobiliários.

Na terça-feira, mais de uma centena de lojas do centro comercial Stop foram seladas pela Polícia Municipal “por falta de licenças de utilização para funcionamento”, justificou a Câmara Municipal do Porto.

Centenas de músicos ocuparam durante cerca de cinco horas a Rua do Heroísmo em protesto, obrigando a polícia a desviar o trânsito automóvel para outras artérias da cidade.

O centro comercial Stop funciona há mais de 20 anos como espaço cultural e diversas frações dos seus pisos são usadas como salas de ensaio ou estúdios por vários artistas.

Em conferência de imprensa, na quarta-feira, o presidente da Câmara do Porto garantiu que não vai autorizar a construção de "nenhum hotel" no local do centro comercial e que a compra do edifício pela autarquia não é viável.

“Eu não sei de nenhum interesse imobiliário e posso-lhe dizer uma coisa, a Câmara Municipal do Porto não autoriza ali a construção de nenhum hotel, se for caso disso. (…) A história de que o que nós queremos é gentrificar aquilo parece-nos uma história absurda”, respondeu Rui Moreira quando confrontado com acusações de alegados interesses imobiliários estarem na origem da selagem das lojas.

A Câmara do Porto apresentou duas alternativas para o realojamento dos músicos, nomeadamente a escola Pires de Lima e os últimos andares do Silo Auto.

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