A Casa do Cinema Manoel de Oliveira lançou hoje (18) no Serralves Online Experience (SOLE) o episódio introdutório da rubrica #1MinutoParaMuitasImagens, dando início a uma série de ensaios em vídeo, de muito curta duração, sobre a obra do cineasta.

No primeiro episódio de #1MinutoParaMuitasImagens, o diretor da Casa do Cinema Manoel de Oliveira, António Preto, explica “a urgência desta imersão no universo fílmico de Oliveira”, partindo do próprio título da rubrica.

#1MinutoParaMuitasImagens é uma evocação da série que Agnès Varda criou em 1983 (“Une minute pour une image”) e que, ao longo de 14 anos e mais de 170 episódios, foi pretexto para pensar a fotografia através de um contacto direto com as imagens.

“A cineasta pretendia desta forma contrariar o olhar distraído que, muitas vezes, votamos às imagens – o que é possível ver numa fotografia se nos detivermos a observá-la por um minuto que seja? –, ao mesmo tempo que um só minuto bastava também para convocar múltiplas leituras e hipóteses de sentido que coabitam numa só imagem”, esclarece a Casa do Cinema Manoel de Oliveira, em comunicado.

Agora, as “muitas imagens” provêm da extensa filmografia de Manoel de Oliveira e o propósito é pensar o cinema – e os filmes do realizador –, a partir do confronto de imagens e sons pertencentes à sua obra.

Sem nunca recorrer à palavra (escrita ou falada), optando antes pela análise de fragmentos e aproximação de excertos, estes curtos ensaios “propõem possibilidades de diálogo entre diferentes filmes do realizador, através das quais se procuram destacar recorrências formais e temáticas da sua filmografia ou, inversamente, quebras e cisões internas dessa obra”, explica.

Tendo acompanhado a transição do cinema mudo para o sonoro, do preto e branco à cor, do analógico para o digital, e participado ativamente na discussão dos contornos estéticos que foram definindo a arte em que se singularizou, a obra de Manoel de Oliveira é “uma síntese de toda a história do cinema”.

“Seria, certamente, necessário muito tempo, só para dar uma vaga ideia da inventividade que caracteriza o seu cinema: qualquer tentativa de cobrir as múltiplas facetas que convergem nos 4294 minutos (mais de 71 horas) que constituem a filmografia do realizador, seria não só um exercício em vão como uma batalha perdida. E não bastará um minuto para evidenciar isso mesmo?”, questiona a instituição.

É este o exercício que a Casa do Cinema Manoel de Oliveira propõe ao longo de vários episódios, que irão sendo disponibilizados, nos próximos dias, no canal Youtube da Fundação de Serralves, e que orientarão “o nosso olhar sobre diversas recorrências na obra do cineasta como, por exemplo, as formas de representação do próprio cinema nos filmes do mestre, a importância das trocas de olhares ou das janelas nas relações amorosas que retratam os seus filmes”.

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