Naomie Harris rejeita ser categorizada como "Bond Girl".

Desde "007 Skyfall" (2012) que a atriz interpreta Miss Moneypenny, a secretária de M, líder do Mi6, e garante que está desatualizado o popular "título" que tem definido as parceiras do agente secreto com licença para matar desde o início da saga.

"Não nos podem chamar raparigas. Somos verdadeiramente mulheres", explicou ao jornal britânico The Mirror.

"Vejo os filmes mais antigos de Bond e o termo 'girl' é provavelmente apropriado porque elas não são personagens verdadeiramente completas. Mas, principalmente em '007: Sem Tempo Para Morrer', elas são mulheres formidáveis que avançam com a história para a frente", defendeu.

Naomie Harris refere-se ao 25º filme e o quinto e último com Daniel Craig, cuja anunciada estreia nos cinemas em novembro foi novamente adiada para abril de 2021.

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A rejeição surge cerca de quatro meses após Britt Ekland ter manifestado muito orgulho por sido uma "Bond Girl" ao lado de Roger Moore no filme de 1974 "007 e o Homem da Pistola Dourada" e ter lamentado a sua extinção à medida que a saga continua a evoluir no cinema.

"Sou a 'Bond Girl' mais orgulhosa que existe porque não há muitas de nós e não haverá nenhuma no futuro", explicou a atriz sueca ao jornal The Guardian.

As "Bond Girl" contemporâneas, acrescentou, tinham um papel mais difícil e muito menos impacto porque existem "tantas exigências" impostas pelo politicamente correto.

"A 'Bond Girl' tem de ficar bem de biquíni: era esse o papel dela ... A 'Bond Girl' da minha época já não existe porque não é apresentada dessa maneira. Hoje, nunca a veríamos de biquíni ao lado de Daniel Craig de fato, o departamento de relações públicas certificar-se-ia que isso não acontecesse", lamentou.

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