Patty Duke, que ganhou o Óscar de Melhor Atriz Secundária, morreu esta terça-feira aos 69 anos, após uma septicemia por rutura no intestino.

Era também a mãe dos atores Sean Astin e Mackenzie Astin.

Foi uma menina prodígio que ganhava concursos televisivos a soletrar palavras e já trabalhava de forma consistente na primeira era de ouro da televisão americana nos anos 1950 quando conseguiu o seu primeiro grande papel, que a marcaria para sempre: Helen Keller.

A peça "O Milagre de Anne Sullivan" em 1959, onde interpretava a jovem surda e cega que a professora Anne Sullivan, interpretada por Anne Bancroft, conseguia romper do seu isolamento, dando-lhe a dádiva da linguagem para florescer e um dia tornar-se uma famosa escritora e ativista, obteve um sucesso de tal dimensão que o seu nome rapidamente foi colocado por cima do título, a primeira vez que isso acontecia com alguém de 13 anos.

A peça foi adaptada ao cinema em 1962 e as duas atrizes ganharam Óscares. Duke, aos 16 anos, foi a mais jovem na altura a ganhar o prémio numa categoria competitiva.

Em 1963 outro dado inédito: tinha um programa de televisão com o seu nome, "The Patty Duke Show", onde interpretava primas praticamente idênticas mas de feitios diferentes, que durou três temporadas e 104 episódios, ajudando a consolidar um estatuto especial na cultura popular dos Estados Unidos.

Embora nunca se tenha conseguido libertar do papel de Helen Keller, não encontrando outro com a mesma dimensão na carreira, conseguiu fazer a transição para papéis adultos com "O Vale das Bonecas" (1967), que se tornou mesmo um clássico de culto, e "Sou eu, a Natália" (1969), a estreia no cinema de Al Pacino.

No entanto, acabou por ser na televisão que ficaram os grandes exemplos do seu talento.

Em 1970, ganhou um Emmy, o "Óscar da televisão", com o telefilme “My Sweet Charlie” e seis anos mais tarde um segundo com a minissérie "Captains and the Kings " (1976).

Em 1980, chegou o terceiro e tem alguma ironia: foi pela nova versão de "O Milagre de Anne Sullivan" , com Duke agora no papel da professora.

Recebeu mais cinco nomeações e manteve-se ativa em televisão até ao século XXI, quando teve participações especiais em séries como "Hawai Força Especial" e "Glee".

Diagnosticada com desordem bipolar em 1982, tornou-se ativista das doenças mentais. Desde 2011 era também bastante ativa nas redes sociais: o seu último "tweet" foi a 15 de março, para recordar os 30 anos de casamento com Michael Pearce, a última e mais feliz das quatro relações que oficializou.

Teve três filhos: os atores Sean Astin, que se tornou conhecido com "Os Goonies" (1985) e principalmente pelo papel de Samwise Gamgee na saga "O Senhor dos Anéis" (2001-2003), e Mackenzie Astin, com muitas participações secundárias em cinema e televisão, nomeadamente a série "Scandal"; e Kevin Pearce, adotado, que é bombeiro.

Patty Duke em 2010, numa das suas últimas presenças em público.

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