Jaime Lorente, ator que veste a pele de Denver em "La Casa de Papel" e de Nano Garcia em "Elite", confessou ao El País ter passado por uma depressão depois de se ter tornado mundialmente conhecido. Para tentar recuperar e tentar a ser "quem quer ser e não os que os outros querem", o ator decidiu voltar ao teatro e produzir e protagonizar "Matar Cansa", monólogo do dramaturgo e cineasta argentino Santiago Loza.

"Não construí uma carreira, estou a construir agora. Por isso, comecei a produzir teatro sozinho. Para voltar a ser quem eu quero e não quem os outros querem", conta em entrevista ao diário espanhol, recordado que a sua vida mudou radicalmente ao participar em "La Casa de Papel". "A minha vida deu uma volta de 180 graus do dia para a noite e não tive tempo de reação, não sabia como gerir, ninguém te ensina. Tornas-te um produtor. A fama repentina deixou-me um vazio. Não queria continuar aí", confessa.

Na entrevista, Jaime Lorente revela que passou "por uma depressão severa". "Tive de procurar ajuda para gerir o caos e encontrar um lugar. Levei muito tempo para dizer 'pára', sim, porque as luzes são deslumbrantes", conta.

"A fama vicia. Pode ser uma droga. E é extremamente perigoso. É a maneira mais fácil de perder a cabeça", frisa o ator espanhol.

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