Além das três criações próprias, a programação do Teatro das Beiras para 2021 manterá a realização de mais um Festival de Teatro da Covilhã e integra ainda a apresentação em diferentes salas de peças estreadas noutros anos, bem como o acolhimento de espetáculos produzidos por outras companhias, tal como explicou o diretor do Teatro das Beiras, Fernando Sena.

Este responsável explicou que a companhia mantém o objetivo de cumprir aquilo que tinha programado desde há quatro anos, apesar da pandemia e das alterações que a mesma trouxe para o mundo do espetáculo, nomeadamente ao nível da redução das salas.

"É evidente que trabalhar com as salas a metade não é bom. Mas, é preferível isso do que não trabalharmos", frisou, lembrando as dificuldades que o mundo das artes está a viver, mas também a necessidade de parar com o nível de contágio que se verificou recentemente.

Frisando a vontade que os artistas e as companhias têm de poder voltar a estar com o público, Fernando Sena também se mostrou agradado com o facto de as companhias poderem retomar a atividade (se não houver alterações no plano de confinamento), e garantiu que serão cumpridas todas as regras de segurança previstas e que já foram adotadas em 2020.

Deste modo, a primeira estreia está agendada para o dia de reabertura dos teatros (19 de abril), com a peça "Já passaram quantos anos desde a última vez que falámos, perguntou ele".

Da autoria de Rui Pina Coelho e com encenação de Gil Salgueiro Nave, esta produção começou a ser ensaiada via online, tendo passado para o modo presencial, já após o início do ‘desconfinamento’ gradual.

A peça tem cerca de uma hora e meia e fala sobretudo do que é a vida dos jovens, hoje, designadamente da insegurança laboral, da falta de emprego e dos estágios que não servem para nada, sem esquecer os conflitos geracionais.

Estará em cena entre 19 de abril e 1 de maio, com apresentações num horário diferente do convencional (às 19h00, durante a semana, e às 11h00, ao sábado), de modo a cumprir as diretrizes de saúde pública.

Posteriormente, está prevista a criação da peça "Nosocómico", a partir de dois textos de Molière, com encenação de José Carretas.

"Se tudo correr bem, esta estreia será no dia 1 de julho", explicou Fernando Sena.

O destaque da programação vai para o espetáculo "Quem se chama José Saramago", que será produzida pelo Teatro das Beiras e pela companhia espanhola Karlik Danza Teatro.

Com estreia prevista para outubro, o espetáculo será integrado no programa do centenário de José Saramago e falará sobre a vida, a pessoa, as convicções e a obra do escritor português, Nobel da Literatura.

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