Na origem está o escritor Robert E. Howard, nascido em 1906, um fértil colaborador da era do ouro das “pulp magazines”, nos anos 20. Escrevendo para uma das mais emblemáticas delas, a “Weird Tales”, o autor do Texas inventou um herói, um tempo (a Era Hiboriana) e um lugar (a Ciméria) para desenvolver sólidas aventuras que inauguram todo um género batizado de “sword and sorcery” (“espada e magia”).

Nele se movimenta Conan. Conforme informa António Monteiro na apresentação do livro, ele nasceu num campo de batalha e era filho de um ferreiro; aos 15 anos já era um guerreiro respeitado. “As suas viagens pelo mundo levaram-no a cruzar-se com monstros, maléficos feiticeiros, meretrizes e belas princesas, convertendo-se, aos poucos, num salteador fora-da-lei, mercenário e pirata”.

Enquanto a Era Hiboriana é claramente inspirada na Hiperbórea grega, a Atlântida, o continente desaparecido, é a origem inventada por Howard para os cimérios. Antes da região afundar, os cimérios fugiram para as ilhas britânicas – vindo posteriormente a estabelecer-se às margens do Mar Negro. Embora tenha existido um povo com esse nome, os costumes e tradições dos celtas são mais verossímeis como fonte das fantasias do escritor do que qualquer remoto povo do Cáucaso.

No livro constam 13 histórias, que cobrem cerca de 50% dos escritos de Howard com a personagem. Conforme ressaltou durante a apresentação o editor Luís Corte Real, a escrita do autor texano surge extremamente agradável para os contemporâneos. “Não é nada datada, nada chata. Lê-se muito bem, é cheia de detalhes e de ação”, observou.

Conan
Ilustração de Fernando Lucas

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