É com três anos de antecedência que a programação anual começa a ser preparada e já na altura o diretor artístico da Casa da Música, António Jorge Pacheco, reparava num fenómeno que hoje acontece “com mais virulência”, que é a proliferação do discurso de ódio.

Foi por isso que decidiu fazer “um interregno em relação a esta lógica de explorar o património musical de um determinado país e introduzir uma outra abordagem, que, neste caso, é o amor”, que pode ser “de um par amoroso, mas também o amor à pátria, amor de mãe, amores trágicos, amores ilícitos, ou, segundo a moral vigente no tempo, criminoso, até”, disse, na apresentação do programa aos jornalistas.

A marcar o arranque da temporada está o festival temático “If Music Be the Food of Love”, que acontece de 9 a 23 de janeiro.

A abertura oficial do “Ano do Amor” chega pela mão da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, dirigida por Stefan Blunier, que interpretará “Salut d’Amour”, de Edward Elgar, Concerto duplo para violino e violoncelo, de Johannes Brahms, e “Pelléas e Mélisande”, de Arnold Schoenberg, no dia 14 de janeiro.

Destaque para “Amor Correspondido”, que chega a 23 de janeiro, com a estreia mundial da nova obra para ensemble da compositora turca Zeynep Gedizlioglu, seguido de “Skin”, para soprano e ensemble, composto por Rebecca Saunders para a soprano Juliet Fraser, e “A morte e a Primavera”, para dois ensembles e dois maestros, de Hèctor Parra.

O espetáculo terá, na primeira parte, a direção musical de Peter Rundel e interpretação de Remix Ensemble, e, na segunda parte, será dirigido por Lucie Leguay e interpretado pelo Ensemble Intercontemporain.

A 2 de fevereiro, “Viagem a Portugal” traz a estreia mundial da nova versão de “Anamorphoses”, de Pedro Amaral, uma encomenda da Casa da Música e da Câmara Municipal de Matosinhos, mas também “Entre Silêncios”, concerto para clarinete e orquestra de Luís Tinoco e “Step Right Up”, concerto para piano e orquestra de Vasco Mendonça, interpretado pela Sinfónica do Porto, sob a batuta de Bastien Stul, com Roger Muraro no piano e Horácio Ferreira no clarinete.

O próximo ano terá também o regresso do ciclo À Volta do Barroco, de 4 a 12 de novembro, que terá a estreia nacional de nova obra para ensemble de Justé Janulyté, encomendada pela Casa da Música, pelo Ensemble Modern e pela London Sinfonietta.

O ciclo Música e Revolução, de 22 a 24 de abril, será dedicado, em 2022, à revolução estudantil de Maio de 1968.

Voltam também os ciclos Música e Mito, os Concertos de Páscoa e o Rito da Primavera, antes de, entre junho e setembro, o Verão da Casa levar a música fora de portas.

Continua a haver espaço para o ciclo Outono em Jazz, entre 13 e 23 de outubro, que, embora ainda não esteja inteiramente programado, devido aos constrangimentos causados pela pandemia de covid-19, contará com a estreia mundial do duplo concerto para ensemble e jazz band de Erki-Sven Tüür, numa encomenda da Casa da Música e da Câmara de Matosinhos, entre outros parceiros, que põe lado a lado o Remix Ensemble e a Orquestra Jazz de Matosinhos.

O “ano do amor” traz também o ciclo Pares Amorosos, de 13 a 23 de setembro.

Há ainda concertos de Emma Ruth Rundle, a 25 de fevereiro, Divine Comedy, a 7 de março, Rodrigo Amarante, a 18 de abril, God is An Astronaut, a 13 de maio e Einstürzende Neubaten, a 18 de maio, entre muitas outras coisas.

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