André Carvalho inspirou-se no "maravilhoso mundo das palavras intraduzíveis" e escreveu um novo ciclo de música que partiu de palavras de mais de dez línguas, como o sueco, urdu e wagiman (língua atualmente falada por apenas duas pessoas no mundo, assinala a promotora em comunicado).

Em "Lost in Translation", o contrabaixista e compositor pretende colocar a seguinte pergunta: "Alguma vez quiseram dizer algo mas não encontraram a palavra certa?". Segundo o músico, citado em comunicado, "por vezes a palavra está mesmo na ponta da língua mas, outras vezes, simplesmente não existe uma palavra. Ou, pelo menos, na nossa língua". André Carvalho revela ainda que, "por mais fascinante que a língua portuguesa seja", sempre teve dificuldade em expressar "certas ideias usando apenas uma palavra".

O autor explica que "não só queria escrever música inspirada neste universo tão peculiar como também usar uma instrumentação diferente" da que usou nos álbuns anteriores. Paralelamente, "idealizava um grupo sem bateria, onde o espaço e o respeito pelo silêncio fosse uma constante". E, com vista a conseguir "uma sonoridade contemplativa, intimista e ao mesmo tempo crua, algo que imaginava com bastante clarividência", tentou usar "elementos colorísticos e texturais, para além dos tradicionais elementos musicais como a melodia, harmonia e ritmo".

A busca por novas sonoridades tem levado o contrabaixista a explorar o jazz, a música improvisada, a música experimental e a música contemporânea dita erudita.

A André Carvalho junta-se o saxofonista José Soares e o guitarrista André Matos, músicos com quem tem colaborado nos últimos anos. Alguns temas também contam com o jovem trompetista João Almeida.

O trio apresentará o novo álbum no Salão Brazil, em Coimbra, este domingo, 17 de outubro, depois de ter atuado este mês na Zé dos Bois, em Lisboa, na Casa da Cultura de Setúbal e na Casa da Música, no Porto.

"Lost in Translation" é uma edição da norte-americana Outside in Music e foi gravado, misturado e masterizado pelo engenheiro de som Tiago de Sousa, com quem André Carvalho trabalhou em alguns dos seus discos anteriores. O artwork foi desenvolvido pela designer Margarida Girão. O álbum é o sucessor de "The Garden of Earthly Delights" (Outside in Music, 2019), inspirado no famoso quadro homónimo de Hieronymus Bosch.

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