Amber Heard regressa como Mera da sequela de "Aquaman" graças à determinação e união do ator Jason Momoa e do realizador James Wan na oposição à tentativa do estúdio em deixá-la de fora.

A revelação foi feita pela consultora da indústria do entretenimento Kathryn Arnold esta segunda-feira durante o julgamento que opõe Johnny Depp à sua ex-mulher.

Apesar disso, o tribunal ouviu esta também ex-produtora de Hollywood dizer que o papel em "Aquaman and the Lost Kingdom" foi bastante cortado e a atriz foi deixada de fora de eventos de promoção, como a convenção de fãs DC FanDome, e do próprio poster.

Com o processo a entrar na última semana, Kathryn Arnold foi chamada como testemunha pela equipa de Amber Heard para corroborar a sua versão sobre os prejuízos de milhões de dólares sofridos desde que Johnny Depp decidiu avançar para tribunal após a publicação de um artigo de opinião para o jornal The Washington Post em dezembro de 2018 no qual ela se descreveu a si própria como uma "figura pública que representa o abuso doméstico", sem mencionar o seu ex-marido.

Kathryn Arnold a testemunhar a 23 de maio de 2022

Segundo a consultora, estudos de mercado revelam que existem reações negativas dos fãs nas redes sociais sempre que é mencionado o nome da atriz ligado a filmes, séries, artigos de imprensa ou publicidade.

Por essa razão, o estúdio Warner Bros. tinha a intenção de a cortar do novo "Aquaman" e só não o conseguiu graças ao esforço da equipa que a representa e porque a estrela Jason Momoa e o realizador James Wan se mostraram inflexíveis no apoio à sua participação.

Ainda assim, Kathryn Arnold corroborou a versão de que a participação foi “radicalmente reduzida” em relação ao que estava planeado para Mera no argumento original (Amber Heard testemunhou anteriormente que o estúdio disse ao seu agente que o seu papel estava a ser cortado por uma alegada "falta de química" com Momoa e uma jornalista revelou no final de abril que aparecia apenas 10 minutos).

Embora tenha indicado que não leu qualquer versão da história e se estava a basear no que lhe foi dito pela atriz, a consultora até revelou 'spoilers' que explicam como a personagem desaparece bastante cedo no filme e não é vista até ao final, como forma de juntar as pontas soltas.

"Foram cortadas todas as interações com a personagem de Momoa e sem dúvida as cenas de ação", acrescentou, lamentado que ela tenha "treinado cinco horas por dia durante vários meses com um treinador para fazer esta grande cena de ação" e só soube que o seu papel tinha encolhido quando chegar ao 'set'.

Kathryn Arnold também defendeu no seu testemunho que o primeiro "Aquaman" em 2018 era para ter sido o momento "Assim Nasce Uma Estrela" de Amber Heard, lançando-a numa trajetória de carreira "comparável" às do próprio Momoa e ainda de Gal Gadot, Zendaya, Ana de Armas e Chris Pine.

Em vez disso, garante que a batalha jurídica iniciada por Johnny Depp fez com que fosse excluída da maioria da promoção do filme e tivesse de lutar para não ser cortada da sequela, recebendo os mesmos dois milhões definidos no contrato original e não pelo menos seis, enquanto Momoa conseguiu renegociar para passar de 3 para 15 milhões.

Baseado nos contratos de cinema, televisão e publicidade perdidos desde que começou a batalha jurídica, a consultora estimou que a atriz podia ter ganho entre 45 e 50 milhões de dólares durante cinco anos.

Kathryn Arnold disse que os processos também prejudicaram a carreira de Depp, pois trouxeram à luz temas como o seu comportamento instável, violência doméstica, consumos de drogas ou álcool "e até os seus hábitos de despesa".

As alegações finais dos advogados das duas partes no julgamento estão marcadas para a próxima sexta-feira, 27 de maio.

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