“Aproximadamente 10.000 músicas totalmente geradas por IA são carregadas na plataforma todos os dias, ou cerca de 10% do conteúdo diário”, disse a Deezer em comunicado.

Concorrente do Spotify, a plataforma de streaming de música número um do mundo, a Deezer chegou a essa conclusão após um ano de implantação de uma tecnologia desenvolvida internamente que lhe permite “detetar especificamente conteúdo gerado por IA”.

A Deezer explicou que o desafio é remunerar melhor os artistas, eliminando o conteúdo parasitário.

As pessoas que fazem upload desse tipo de conteúdo podem reivindicar remuneração sem serem músicos.

A maneira de conseguir isso é criar contas criadas artificialmente para ouvir essa música falsa.

“A Inteligência Artificial continua a perturbar cada vez mais o ecossistema musical, com uma quantidade crescente de conteúdo de IA”, disse o CEO do grupo, Alexis Lanternier, no comunicado.

“No futuro, pretendemos desenvolver um sistema de marcação para conteúdo totalmente gerado por IA e excluí-lo das recomendações algorítmicas e editoriais”, acrescentou.

Disponível em mais de 180 países, a Deezer explica ainda que “pretende desenvolver ainda mais os recursos da sua tecnologia para incluir a deteção de vozes geradas por deepfake”, ou seja, imitações indetetáveis ao ouvido humano.