
Os Ornatos Violeta existiram entre 1991 e 2002, editaram apenas dois álbuns, mas geraram um culto junto de uma geração de portugueses que muitas vezes reclamou um regresso da banda.
Este ano, o grupo de Manel Cruz decidiu assinalar as duas décadas de formação com um concerto, no verão, no festival de Paredes de Coura, mas acabou por marcar mais concertos nos coliseus de Lisboa e do Porto.
A procura de bilhetes levou a banda portuense a marcar, no total, seis concertos entre aquelas duas salas, e um outro espetáculo, que aconteceu na semana passada, nos Açores.
Entre quinta-feira e sábado estarão no coliseu de Lisboa, seguindo depois, nos dias 30 e 31 de outubro e 1 de novembro, para o coliseu do Porto. Todos os concertos estão esgotados.
Até agosto passado, ao festival de Paredes de Coura, a última vez que Manuel Cruz (voz), Nuno Prata (baixo), Kinorm (bateria), Elísio Donas (teclados) e Peixe (guitarra) tocaram juntos foi há dez anos, em novembro de 2002, no Hard Club, no concerto oficial de despedida dos Ornatos Violeta.
Os vinte anos da fundação dos Ornatos Violeta foram assinalados em dezembro de 2011 com a reedição dos dois álbuns de originais - "Cão!" (1997) e "O monstro precisa de amigos" (1999) - e o lançamento de um CD com inéditos e raridades.
No concerto de há dez anos, no Hard Club, Manel Cruz despediu-se dizendo "Até um dia", deixando a porta entreaberta para um regresso, que acontece agora, na despedida definitiva.
@SAPO/Lusa
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