
A primeira parte do espetáculo coube aos também ingleses Zulu Winter, que, por volta das 21h00, entraram em palco. Uma banda recente, com cerca de um ano de existência, mas com uma sonoridade bem madura. Formada por cinco elementos, faz as suas músicas com tons indie pop rock e lançou o seu primeiro álbum, “Language”, no corrente ano de 2012.
Apesar de terem arrancado alguns gritos efusivos do público, que, de forma curiosa, tentava reconhecer o nome de algumas músicas, gravando excertos das canções e procurando as mesmas na internet dos telemóveis, não eram os Zulu Winter que o público queria ver. Na verdade, todos os presentes aguardavam ansiosamente pela banda que os tinha arrastado para o Coliseu naquela noite.
E foi pouco depois das 22h00 que as luzes do Coliseu se voltaram a apagar, desta vez para ver entrar em palco os tão esperados Tom Chaplin, Tim Rice-Oxley, Richard Hughes e Jesse Quin.
Com um cenário simples, mas inspirado na Strangeland que trouxeram para Portugal, os Keane encheram o coliseu de novas músicas, mas também de clássicos, que todos os presentes entoaram a viva voz. Do álbum "Hopes And Fears", de 2004, arrancaram aquelas que foram as músicas mais esperadas pelo público - Bend And Break, Somewhere Only We Know, We Might As Well Be Strangers, Everybody’s Changing e This Is The Last Time, guardando Bedshaped para o final.
Ainda pouco se tinha ouvido cantar no Coliseu, quando Tom, num dos seus momentos de entusiasmo (que se repetiram várias vezes durante a noite, diga-se de passagem...) se dirige ao público, dizendo que, para um domingo à noite, estavam todos com uma energia inacreditável, e agradecendo com um “obrigado” bem português. Seguiram-se mais alguns temas e mais alguns elogios. “This is a stunning place to perform”, diz, a certa altura,o vocalista, com um sorriso impossível de esconder e com os olhos brilhantes de felicidade, perante uma plateia que jamais se cansou de balançar os braços no ar.
Seguiram-se algumas canções do álbum que trouxe a banda britânica a palcos portugueses, pela terceira vez este ano. De “Strangeland” ouviram-se músicas como You Are Young, Disconnected, On The Road, Sea Fog (que fez parte do encore) ou Silenced by The Night, entre outras. Ainda do novo álbum, The Starting Line foi apresentada como sendo uma música para tempos mais difíceis, uma música de apoio e de força,com uma mensagem de alento para todos os presentes, fosse qual fosse a situação pela qual cada um estivesse a passar.
Música após música, vários foram os álbuns revisitados, ora antigos, ora recentes, praticamente todos a arrancarem um sentimento efusivo aos milhares presentes. Com Bad Dream, Tom Chaplin sentou-se ao piano e avisou o público que já não cantava essa música há muito tempo e que talvez se pudesse enganar, mas, caso isso acontecesse, que contava com a ajuda dos fãs da primeira fila.
Com Somewhere Only We Know, Tom despertou os corações mais sensíveis da sala, incluindo o seu, e fez questão de, no final da canção, fazer uma vénia. Com Bedshaped, do álbum de estreia, abandonou o palco, juntamente com os seus colegas.
O concerto estava dado. Faltavam agora os encores. O primeiro contou com Sea Fog, Sovereign Light Café e Crystal Ball, que arrancou os últimos pulos e gritos de euforia dos nortenhos. Com o fim de Crystal Ball, alguns pensaram que o concerto tinha terminado, outros aguentaram ainda o entusiasmo e a adrenalina, e bateram o pé (literalmente), para que Chaplin e companhia voltassem ao palco para mais uma música. E assim foi.
Com uma cover do êxito de David Bowie e Fredy Mercury, Under Pressure, os Keane terminaram, cheios de força, um concerto que poderia ter durado mais umas quantas horas.
Confere o alinhamento do concerto dos Keane:
You Are Young
Bend and Break
On The Road
The Lovers are Losing
Is It Any Wonder?
My Shadow
The Starting Line
Nothing in My Way
Silenced By The Night
Everybody's Changing
We Might as Well Be Strangers
Day Will Come
Spiralling
A Bad Dream
Try Again
Disconnected
This Is The Last Time
Somewhere Only We Know
Bedshaped
Encore
Sea Fog
Sovereign Light Café
Crystal Ball
Encore 2
Under Pressure
Texto: Marta Ribeiro
Fotografias: André Tavares
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