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O diretor do serviço de música da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), Risto Nieminen, disse que o cinquentenário da Orquestra Gulbenkian será “o fio condutor” da temporada 2012/13, durante a qual estreiam três peças de compositores portugueses. Risto Nieminen apresentava esta segunda-feira na Fundação, em Lisboa, a próxima Temporada de Música que abrirá a 15 de setembro com um concerto de entrada livre em que a Orquestra Gulbenkian irá tocar durante seis horas, passando em revista alguns dos compositores do seu repertório. Na apresentação à imprensa, falou também a administradora da FCG, Teresa Gouveia, tendo sublinhado que “a Orquestra é um grande ativo da Fundação” e que tem uma “história de sucesso”. A Orquestra Gulbenkian estreou-se a 22 de outubro de 1962, interpretando peças de Claude Debussy. No âmbito do cinquentenário, a FCG encomendou peças a três compositores portugueses – António Pinho Vargas, Vasco Mendonça e Andreia Pinto-Correia – e convidou o escritor Gonçalo M. Tavares a escrever 50 textos que serão distribuídos como folhas de sala e, posteriormente, compilados num livro. Pinho Vargas compôs um Requiem, que terá como originalidade não ter solistas, disse hoje o compositor, referindo que este Requiem teve início em 2002 quando compôs a Oratória Judas para o Festival de Música Sacra. Vasco Mendonça afirmou que a peça que compôs para o concerto celebrativo do cinquentenário, “evidencia os solistas” e anunciou que uma ópera sua será estreada no próximo ano em Aix-en-Provence, em França. Referindo-se a Pinto-Correia, o diretor do serviço de música da FCG afirmou que a sua música “é mais ouvida nos Estados Unidos que em Portugal”. Da compositora será estreada em Portugal pela Orquestra Gulbenkian regida por Joana Carneiro “Alfama” que é a peça central de um tríptico que integra “Elegia a Al-Mu’tamid” e “Xántara”, que serão também tocadas neste concerto que se realiza nos dia 11 e 12 de abril. Relativamente à Temporada, Teresa Gouveia realçou o estabelecimento de redes e parcerias, tanto nacionais como é o caso do Teatro Maria Matos, em Lisboa, e a Casa da Música, no Porto, como com a European Network for Opera Academies (ENOA), que afirmou ser "a forma mais moderna de trabalhar”. A Temporada de nove meses irá desde “a música barroca às encomendas” integrando os ciclos de piano, música antiga, grandes orquestras, teatro/música, “música do mundo” e as transmissões da Metropolitan Opera House, de Nova Iorque, disse Nieminen. No âmbito do ciclo de piano, Risto Nieminen afirmou que se apresentarão 23 pianistas internacionais em recital ou em concerto com orquestra. Do ciclo grandes orquestras, Nieminen destacou a participação de “dois pilares da tradição europeia”: a Sinfónica de Berlim dirigida por Sir Simon Rattle e a Royal Concertgebouw Orchesta regida por Mariss Jansons. A temporada inclui a integral das sinfonias de Brahms e a integral das sonatas para piano e para cordas de Schubert. Risto Nieminen referiu ainda a realização do Festival Debussy+, em fevereiro, em parceria com o Instituto Francês em Portugal, que incluirá a apresentação do “Martyre de Saint-Sebastien”, deste compositor. @Lusa<
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