Pela primeira vez desde 2014 e excluindo 2020-2021, os dois anos da pandemia, nenhum filme lançado pela Disney vai chegar aos mil milhões de dólares de receitas de bilheteira a nível mundial.

Por comparação, o zénite foi alcançado em 2019, quando sete filmes superaram esse valor mítico, com destaque para "Vingadores: Endgame" e a versão híbrida de "O Rei Leão".

Com "Guardiões da Galáxia, Vol. 3" a ser efetivamente o único sucesso, nenhum outro filme de grande orçamento correspondeu às expectativas comerciais: a lista inclui "Wish: O Poder dos Desejos", "As Marvels", "Mansão Assombrada", "Indiana Jones e o Marcador do Destino", "Elemental", "A Pequena Sereia" e "Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania".

O presidente executivo do estúdio admitiu os maus resultados, mas acrescentou: "Penso que não quero pedir desculpa por fazermos sequelas".

"Algumas delas correram extraordinariamente bem. E também houve bons filmes. Acho que deve haver uma razão para se fazerem, além do negócio. Precisa-se ter uma boa história. E fizemos demasiadas. O que não quer dizer que não vamos continuar a fazê-las", disse Bob Iger na quarta-feira numa conferência organizada pelo jornal The New York Times, citado pelo Deadline.

O entrevistador leu a seguir em voz alta uma carta de 1966 de Walt Disney aos acionistas em que arrasava as sequelas e chegava a dizer que não estavam a pensar fazer outro "Mary Poppins"... o que acabou por acontecer em 2018 com "O Regresso de Mary Poppins", protagonizada por Emily Blunt.

Bob Iger contrariou a ideia e contou que costuma ir ao gabinete preservado do fundador do estúdio "apenas para sentir a sua presença".

"E a primeira coisa que realmente se percebe quando se estuda o Walt é que era incrível em adaptar-se às mudanças. Em primeiro lugar, ele adorava a tecnologia, adorava usar a tecnologia. E ele também sabia que o mundo não era um lugar estático", notou.

Sobre a vaga de desilusões, o CEO recordou que tem falado abertamente sobre a sua principal prioridade ser "ajudar o estúdio a recuperar criativamente" depois de vários anos em que a atenção esteve mais concentrada na "quantidade".

Ainda assim, defendeu os resultados comerciais da bilheteira e apontou para expectativas mais realistas.

"Não tenho a certeza se outro estúdio alcançará alguns dos números que alcançámos. Chegámos ao ponto em que ficávamos tristes se um filme não faturasse mil milhões de dólares nas bilheteiras a nível global. Esse é um patamar inacreditavelmente alto e temos de ser mais realistas", notou.

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