O ano passado,
Nuno Sena,
Miguel Valverde e
Rui Pereira, responsáveis desde o início pelo
IndieLisboa - Festival Internacional de Cinema Independente, assumiram que a edição de 2009 atingira um topo em termos de crescimento que seria difícil ultrapassar. Afinal, em 2010, devido a novas parcerias que reforçaram a componente financeira (o certame tem um orçamento de 1.160 mil euros, mais de 60% dos quais em apoios privados) e ao aparecimento de filmes de maior qualidade, o crescimento acabou se verificar de forma natural. Nuno Sena assumiu que o objectivo era o de consolidação da identidade do festival e não de «crescimento megalómano» mas que a qualidade dos filmes propostos (cerca de 3.800, mais de 20% que o ano anterior), «tornava irresistível para um programador não encontrar uma forma de os dar a conhecer e, consequentemente, aumentar as sessões».

O IndieLisboa vai decorrer entre 22 de Abril e 2 de Maio no Cinema São Jorge, Cinema Londres, Cinema City Classic Alvalade e, pela primeira vez, Culturgest. Serão projectados 274 filmes, com 102 longas-metragens e 172 curtas. Entre estes, haverá 134 filmes de ficção, 33 animações, 70 documentários e 37 filmes experimentais.

Pela primeira vez, a sessão de abertura contará com um filme português:
«Fantasia Lusitana», de
João Canijo. Esta é uma das cinco longas-metragens da competição nacional, que integra ainda, em estreia absoluta,
«Pelas Sombras», de Catarina Mourão,
«Traces of a Diary», de Marco Martins e André Príncipe,
«Sem Companhia», de João Trabulo, e
«Guerra Civil» (na imagem), de Pedro Caldas, que também estará na Competição Internacional. No campo das curtas-metragens, haverá 14 de autores portugueses, sete dos quais repetentes no IndieLisboa. Recorde-se que em 2009, a curta vencedora,
«Arena», de
João Salaviza, acabaria por ganhar o Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Na secção Herói Independente, será homenageada a cineasta holandesa
Heddy Honigmann, um dos nomes mais importantes do documentário contemporâneo, e a secção «Fórum de Novo Cinema» do Festival de Berlim, que faz este ano 40 anos e que desde o início serviu de exemplo de programação aos responsáveis pelo IndieLisboa.

Mantêm-se as secções habituais do evento, como o IndieJúnior (com a animação este ano a dominar o certame, principalmente na área das curtas-metragens), IndieMusic ou o Director's Cut, além de antestreias especiais de longas-metragens portuguesas, como
«Cidade dos Mortos», de Sérgio Tréfaut, e
«Como Desenhar Um Círculo Perfeito», de Marco Martins.

Os debates e workshops também se mantêm, bem como as extensões do festival para fora da cidade e até para fora do país. Em 2010, o IndieLisboa tem confirmadas extensões a localizações como o Porto, Açores ou Alcobaça, e mesmo a Provincetown (EUA), Copenhaga (Dinamarca) e Budapeste (Hungria).

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