A justiça britânica rejeitou esta quinta-feira (25) um novo apelo do processo de difamação que Johnny Depp perdeu contra o tablóide The Sun.

Um outro processo prossegue nos EUA.

Em causa está uma manchete de abril de 2018 do The Sun que perguntava como é que a escritora britânica J.K. Rowling poderia aceitar aquele "espancador de mulheres" no filme "Monstros Fantásticos", um "spin-off" do universo mágico de Harry Potter.

O ator processou o jornal para limpar a sua reputação e acabou por expor os seus excessos de drogas e estilo de vida extravagante ao escrutínio público, tentando provar que nunca tinha batido na sua esposa, a atriz Amber Heard, apesar do relacionamento violento do casal.

Após três semanas de um julgamento de alto risco e muito mediático em julho de 2020 no Supremo Tribunal de Londres, o juiz Andrew Nicol decidiu a favor do jornal no início de novembro.

Com base nas declarações da atriz, o The Sun apresentou 14 episódios de violência doméstica que o ator desmentiu veementemente.

Por sua vez, os advogados de Depp fizeram um esforço para apresentar Heard como o elemento violento do casal e uma "mentirosa compulsiva" que tinha inventado um caso contra o ator durante anos para impulsionar a sua carreira.

Já o juiz considerou que as afirmações do jornal eram "substancialmente verdadeiras" porque "a grande maioria das alegadas agressões foi comprovada". Ao ator também foi ordenado que pagasse cerca de 628 mil libras (705 mil euros) ao The Sun para cobrir as suas despesas jurídicas.

Esta quinta-feira, uma instância superior considerou que o julgamento foi completo e justo e o juiz "justificou meticulosamente as suas conclusões, que não se demonstraram, nem sequer em termos discutíveis, que estejam viciadas por qualquer erro de abordagem, ou de direito."

Após a decisão, Depp teve que desistir do seu papel como o vilão Gellert Grindelwad no próximo filme da série "Monstros Fantásticos", que está agora a ser interpretado pelo dinamarquês Mads Mikkelsen.

Mas insatisfeito com a primeira decisão, prosseguiu para a instância judicial superior, mas esta especificou em fevereiro que, para obter o direito a um segundo julgamento, teria que fornecer novos elementos.

A 18 de março, os seus advogados tentaram deslegitimar os depoimentos de Amber Heard para que os tribunais ingleses autorizassem um apelo, defendendo que esta não tinha doado a duas ONGs americanas a totalidade dos sete milhões de dólares que recebeu quando o casal se divorciou em 2017, como alegou que fizera.

A ação legal nos Estados Unidos mostrou que Heard entregou apenas uma parte, disse o advogado Andrew Caldecot, argumentando que, ao alegar o contrário, a ex-mulher do seu cliente "inclinou a balança" a seu favor "desde o início", usando uma imagem enganadora.

Mas o tribunal explicou que não acreditava que a equipa de Depp tivesse sucesso num recurso e rejeitou a ideia de que a decisão do juiz Andrew Nicol tivesse sido influenciada pela ideia das doações de caridade da atriz.

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