Uma Isaura mais "Human", longe das luzes da Eurovisão. Foi assim que surgiu em palco a vencedora do Festival da Canção deste ano, no passado sábado, o último dia do Super Bock Super Bock 2018, no Parque das Nações. Feliz e satisfeita pelo concerto em Lisboa, a cantora falou ao SAPO Mag sobre aquele que está a ser um dos anos mais importantes para a sua carreira.

SAPO Mag: Correu bem o concerto?

Isaura: Correu! Estou cansada também... Mas correu muito bem [risos]

Está a ser o teu ano, portanto.

Isaura: Olha, boa pergunta! Nunca me tinham perguntado isso. Olha, não sei... Eu acho que foi um ano particularmente importante porque é o culminar do meu primeiro disco. O meu EP, o primeiro trabalho que apresentei e que tenho um carinho especial por esse trabalho. Mas um LP é diferente. É uma responsabilidade e um envolvimento e uma dedicação completamente diferente. Foram cerca de dois anos e meio a trabalhar para o disco. A fazer canções, a produzir... Foi um ano particularmente agitado com muitas coisas à mistura e portanto é bom chegar aqui e saber que vais fazer outras coisas.

É inevitável falar do Festival da Canção. Achas que já passou toda a fase eurovisiva e as pessoas querem te conhecer melhor?

Isaura: Sim, eu acho que sim, é natural. O Festival da Canção chega a muitas pessoas, e eu senti que muitas pessoas que realmente com curiosidade. "O que é que esta miúda faz? Deixa cá ver" e a verdade é que vou vendo algumas dessas pessoas ficar e isso é muito bom. E tenho sentido que sim, que a Isaura do festival vai ficando para trás, e a Isaura do "Human" é a que as pessoas querem conhecer.

Isaura
créditos: Pedro B. Maia

E o que sentes quando vês essas pessoas a cantar as tuas músicas? Qual é a sensação que tens?

Isaura: Essa é a melhor. É o que me faz ganhar o dia. Gosto de todas as partes do que é fazer música. Escrever canções, estar em estúdio a gravá-las, e eu até me atrevo a dizer que o estúdio é a minha parte favorita. Mas quando tu chegas a um sítio e as pessoas repetem e tão a cantar aquilo que escreveste... isso é mesmo muito especial. É difícil encontrar essa satisfação noutras coisas.

O que sentiste da primeira vez que ouviste o "Human", quando o terminaste?

Isaura: Uma mistura de alívio com sensação de sentido de missão cumprida. São muitas coisas. Eu sou uma pessoa que leva algum tempo... Sabes quando tu fazes uma coisa e tu estás sempre a pensar "e podia ter feito mais isto", "podia ter mudado aquilo", sou uma pessoa assim e às vezes levo algum tempo a desligar dessa pessoa que é a Isaura. mas acho que neste caso do "Human", como também tive o interregno do festival, tive um pouco afastada das coisas. Quando voltei e terminei as coisas que estavam pendentes, e eu vi o álbum... foi muito bom.

Tu tens este lado perfecionista também na componente visual do trabalho que fazes. Desde do artwork até aos vídeos.

Isaura: Claro. Com o disco tu contas uma história. E eu acho que uma história se conta com tudo. Com as fotografias que tu escolhes, com a capa que tu escolhes. Até com o tipo de letra. Tudo diz muitas coisas. Em relação à capa do disco, eu queria criar a ideia de uma janela que se desliza e que consegues entrar dentro de alguma coisa. E o álbum era um pouco isso. As canções são tão biográficas que as pessoas podiam entrar na minha vida e na minha casa.

Entrevista: Carlos Sousa Vieira

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