Em contagem decrescente para a chegada de "Black Adam" aos cinemas, Dwayne Johnson proclamava que era um primeiro passo numa nova era do Universo Cinematográfico de super-heróis DC e não escondia o desejo de fazer uma sequela.

No entanto, os números não ajudam a sustentar nenhuma dessas ambições: segundo a revista especializada Variety, o filme deverá representar um prejuízo financeiro à volta dos 100 milhões de dólares para a Warner Bros. Discovery quando estiverem feitas as contas.

Para colocar em perspetiva, ultrapassa o orçamento de 90 milhões "Batgirl", um filme que o estúdio cancelou de forma polémica já em pós-produção durante o verão.

Nem ajudou uma estratégica "fuga de informação" sobre o regresso de um certo ator britânico como um dos mais míticos super-heróis da DC: apesar de ter sido o melhor fim de semana de estreia pessoal na carreira de Dwayne Johnson, "Black Adam" está a despedir-se dos cinemas um mês e meio depois e já disponível nas plataformas de "video-on-demand" (VOD) com receitas nas bilheteiras mundiais de 385 milhões de dólares (e apenas 165 dos EUA).

Embora o valor pareça alto, o filme teve um orçamento de 200 milhões e foram gastos mais 100 em marketing: com os cinemas e outros intermediários a ficarem com cerca de metade das receitas, precisava de 600 milhões só para justificar o investimento do estúdio.

Num mercado ainda sob o impacto da pós-pandemia, "Black Adam" ainda está em décimo lugar no Top 10 dos mais vistos em 2022 nos EUA até à estreia de "Avatar: O Caminho da Água" a 15 de dezembro, mas nem sequer chegou a esse Top a nível mundial, um mau sinal para um filme no género dos super-heróis.

A discrepância é maior quando se compara com "Black Panther: Wakanda para Sempre", que arrecadou 331 milhões a nível mundial nos primeiros três dias, quase tanto como "Black Adam" após quatro semanas nos cinemas.

Fontes da Warner Bros. asseguraram à Variety que o seu filme fica pago aos 400 milhões e dará lucro com o cada vez mais importante mercado do VOD.

Por sua vez, a revista reconhece que a maioria dos filmes perdem dinheiro durante o lançamento nos cinemas e dependem do VOD e outras formas de exploração, incluindo produtos associados, para chegar ao lucro, mas insiste que "Black Adam" não é o grande triunfo que o estúdio estaria à espera quando deu sinal verde em 2019 e receitas são apenas um pouco melhores do que os 366 milhões arrecadados por "Shazam!", com a diferença que este custou menos 100 milhões.

A Variety acrescenta que mesmo com receitas adicionais de 25 a 35 milhões de VOD, "Black Adam" continuará a estar na coluna dos prejuízos quando ficar disponível na plataforma HBO Max.

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