Vem aí um novo filme com o famoso Rick Dalton, o duplo de cinema imortalizado por Quentin Tarantino em "Era Uma Vez em… Hollywood".

A notícia circulou na imprensa especializada dos EUA a 1 de abril, mas esta confirmou que não é mentira: trata-se de uma continuação do filme de 2019 que está a ser preparada com o regresso de Brad Pitt ao papel com o qual conquistou o Óscar de Melhor Ator Secundário, um argumento de Tarantino, mas com David Fincher como realizador.

Sempre com a agenda de potenciais filmes muito preenchida, não se sabe se estará envolvido Leonardo DiCaprio, que interretou a estrela de cinema Cliff Booth.

Ostensivamente, o projeto não está a ser descrito como uma sequela, mas um “derivado” inspirado pelo premiado filme e não se trata de "The Movie Critic", o título de um projeto que Tarantino desenvolveu e depois abandonou para ser o seu anunciado décimo e último filme, onde Rick Dalton voltaria a ser uma das personagens.

O projeto está tão avançado na Netflix que a rodagem poderá arrancar no fim do verão, disse uma fonte à revista The Hollywood Reporter (THR).

Como é que tudo aconteceu?

Com a sua famosa atenção aos detalhes e como parte do seu processo de escrever o filme de 2019, Tarantino escreveu as histórias completas das vidas e carreiras de Rick Dalton e de Cliff Booth ao longo de décadas, que partilhou com DiCaprio e Pitt.

Toda a mitologia à volta das personagens que misturava referências reais com ficção de Los Angeles e do mundo do cinema surgia em parte no primeiro livro do realizador, com o mesmo título do filme e lançado em 2021, onde a narrativa andava tanto para trás como para a frente em relação à história que decorria no verão de 1969.

Uma fonte da revista THR disse que Pitt foi conquistado por certos aspetos de um argumento que existe e estava sempre a evoluir e a parte da história da sua personagem após "Era Uma Vez em… Hollywood", tendo perguntado a Tarantino se este ponderaria deixar outra pessoa realizar.

O cineasta terá respondido com uma versão de "depende de quem for" e deu a sua bênção para o ator mostrar o argumento a Fincher, com este quem mantém uma colaboração de décadas que já deu ao cinema "Se7en - Sete Pecados Mortais" (1995), "Clube de Combate" (1999) e "O Estranho Caso de Benjamin Button" (2008).

Um tempo indeterminado mais tarde, Pitt regressou com o envolvimento formal de Fincher e após o OK de Tarantino, o projeto foi montado e conquistado pela Netflix, onde o segundo tem um acordo exclusivo para filmes. Tarantino, segundo a publicação Deadline, vai receber uma fortuna.

A Sony financiou e lançou "Era Uma Vez em… Hollywood", mas o acordo de Tarantino diz que ele continua a ser o dono das personagens mesmo que só volte a ter os direitos do filme dentro de 20 anos (2039). É por isso que o projeto de Fincher não está a ser descrito como uma sequela ou prequela.